Gestão de Risco: 6 dicas baseadas no filme “Fome de Poder”

A história do McDonald’s, a rede de fast-food mais conhecida do mundo, é abordada pelo filme “Fome de Poder”. A transformação de um drive-in do interior em um império alimentício dependeu de uma boa gestão de risco, por isso o filme é uma aula de empreendedorismo.

Os bons observadores podem ver como diferentes personagens lidam com os problemas ao longo do filme, e tirar de suas atitudes algumas dicas que vamos listar aqui. Para absorvê-las, veja (ou reveja) o filme prestando atenção aos pontos destacados a seguir:

A Persistência

A primeira dica de empreendedorismo apresentada pelo filme é persistência. Ela é bem destacada na cena em que Ray Kroc, um vendedor de máquinas de milk-shake para lanchonetes que não tem muito sucesso, coloca um disco sobre positividade para tocar enquanto descansa após o trabalho.

Pouco depois disso, Kroc recebe uma encomenda muito maior do que a esperada e, curioso, resolve conhecer os compradores: são os irmãos McDonald, cuja lanchonete impressiona o vendedor. Enquanto os irmãos contam sua história para Kroc, eles também dão boas dicas de gestão de risco.

       1. Entender o mercado para uma boa gestão de risco

Os McDonald trabalharam duro antes de montar seu sistema revolucionário. Eles entraram no mercado alimentício em um momento complicado: a crise de 1929. Ninguém tinha dinheiro para gastar com cinema (o ramo em que trabalhavam na época), mas precisavam gastar com comida. Foi quando abriram sua primeira unidade.

Isso pode parecer simples, mas o que os irmãos fizeram foi avaliar os riscos do mercado em que estavam inseridos e, ao perceber sua proporção, migrar para um ramo mais estável, que estava resistindo à Grande Depressão.

        2. Entenda os clientes para a gestão de risco

O primeiro restaurante dos irmãos era muito diferente daquele que deixou Ray Kroc admirado, seguindo um modelo drive-in, com muitas opções no cardápio e um largo quadro de funcionários. De início foi um sucesso, mas eventualmente as vendas caíram, o que os levou a repensar seu negócio.

Analisando o modelo de seus serviços, Mac e Dick McDonald entenderam os problemas do sistema drive-in: a demora na entrega, erros nos pedidos, altos custos com o quadro de funcionários e um público indesejável em seu estabelecimento, o que afastava outro tipo de cliente.

Para atrair uma clientela familiar, eles tiraram do restaurante máquinas de cigarro e jukeboxes: Isso é gestão de risco! Como entenderam que os jovens afastam clientes mais benéficos, eles agiram de modo a minimizar esse risco.

gestão de risco

Gestão de Risco – Mc Donals

A Simplicidade

Outra coisa que os McDonald perceberam foi que os pratos de seu extenso cardápio tinham popularidade diferente. Pensando nisso, eles o reduziram a apenas hambúrgueres, batatas fritas, milk-shakes e refrigerantes. Com essa mudança, puderam diminuir também o quadro de funcionários, agilizar a produção e minimizar os erros.

Retirar itens de um menu pode não parecer empreendedor, mas já sabemos que deu certo com o McDonald’s. Isso porque um serviço limitado tem menos riscos, o que facilita a sua administração. Assim, a simplicidade é um bom caminho para a excelência.

          3. Planeje!

Gestão de riscos é planejamento! É interessante ver como Dick McDonald antecedeu a transformação de sua cozinha para adequá-la ao modelo Speedee, a linha de produção de sanduíches inspirada em Henry Ford: por um desenho no chão, que imitava a disposição dos equipamentos na cozinha.

Utilizando esse modelo, ele fez seus funcionários simularem a produção de sanduíches e reformulou diversas vezes a posição do maquinário até encontrar a opção ideal para a linha de produção, que evitaria alguns riscos, como atraso devido ao tumulto ou a queda de alimentos prontos.

Dessa forma, ele pôde implantar o modelo Speedee com confiança, sabendo que já havia eliminado muitos dos possíveis problemas, ao invés de mudar sem o devido planejamento, submetendo-se a todo tipo de imprevistos. Isso garantiu que o novo sistema funcionasse logo ao ser implantado.

         4. Riscos são parte do negócio

Quando os irmãos reabriram o restaurante, dessa vez com um modelo diferente do drive-in, baseado na ideia de fast-food, não obtiveram o sucesso esperado. Como eles pontuam no filme, eles não calcularam bem a curva de aprendizado — ou seja, a adaptação de seus clientes às mudanças.

A principal lição presente nessa parte do relato é que você deve aceitar os riscos, uma vez que eles sempre existirão: a ideia de gerí-los é conseguir minimizar seus impactos. No caso, os irmãos deveriam ter feito, desde o início, o que fizeram após o primeiro fracasso: propaganda.

Se o problema é a dificuldade do público em entender as vantagens de um novo modelo de restaurantes, a solução é divulgar esse método e instruir os clientes a aproveitá-lo da melhor forma possível: diminuindo o risco da rejeição pelo estranhamento do sistema.

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Filme Fome de Poder

Para remediar o fiasco de sua estréia, os McDonald investiram em propaganda: fizeram um espetáculo digno de Hollywood em sua lanchonete. Mas, devido à luz dos holofotes, várias moscas foram atraídas para o evento, o que acabou assustando e afastando clientes naquela noite.

Você sabe o que isso significa? A ideia por trás desse erro foi considerar apenas alguns fatores. Uma boa gestão de risco implica em analisar todas as possíveis consequências de cada uma das opções de ação antes de se decidir por uma delas.

Essa decisão deve ser feita tendo em vista os prós e contras de cada possível desdobramento, a importância deles e o que pode ser feito para minimizar os riscos e potencializar as boas oportunidades.

           5. Gestão de risco: não se acomode

Quando Ray Kroc conhece a cozinha do McDonald’s, ele percebe que Dick está preocupado com a qualidade das batatas. Por mais que todos as considerem suficientemente boas, ele não se satisfaz até encontrar uma maneira de deixá-las perfeitas. Essa é outra dica que o filme dá!

Por mais que seu serviço seja bom, você deve trabalhar para melhorá-lo. Não se acomode, porque o mercado é acirrado e concorrentes estão tentando solucionar problemas assim como você. Por isso, uma boa forma de gerenciar riscos é buscar alternativas para problemas que ainda não existem.

           6. Esteja aberto a mudanças

O último, mas não menos importante, conselho dessa lista não vem da história dos irmãos McDonald’s, nem da gestão de Kroc, mas da inovação proposta por Joan para solucionar um grande problema da rede de fast-food.

Devido à grande quantidade de sorvete em estoque em cada lanchonete franqueada, os proprietários tinham custos muito altos com energia elétrica, por causa do refrigerador. Joan, então, apresenta uma solução: milk-shakes em pó, solúveis em água, que não precisam ser congelados.

Kroc aprova a ideia, mas Mac e Dick a reprovam, porque não querem fazer um milk-shake que não leve leite. Entretanto, quando Ray consegue colocar a alternativa em uso, os lucros aumentam e os consumidores continuam igualmente satisfeitos.

Por isso, é importante estar aberto a novidades. Claro, é preciso testar, verificar se elas valem realmente a pena, mas muitas vezes as novas soluções do mercado auxiliam na gestão de risco, como no caso do McDonald’s .

 

O que você achou das dicas? Vai assistir ao filme “Fome de Poder”? Agora que você já sabe da importância de uma boa gestão, confira o novo mercado que te ajudará nisso!


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